domingo, 12 de agosto de 2007

Olhares...............Irmãos e Amigos


Tudo é vazio
Uma sala cheia de coisas...

Sérgio Leandro Cordeiro.
Sem Título, 2007


Feche a porta de seu quarto
Aproveite e feche as janelas
Aproveite feche os olhos
As lágrimas, os sussurros, os murmurejos de claridade.

Feche os punhos de tua fúria
Aproveite e fecha as molduras sociais
Aproveite e feche o estomago,
A fome, os dogmas, os carijós de vaidade;
Vistes de olhos, de corpo, de sangue.
A Tortura, torturada...
Mastigada,
Digerida,
Cuspida,
Regurgitada,
Engolida,
Retorcida,
Distorcida,
Os vastantes, os pensantes;
Trabalhudos,
Homens de carne e de memória

Feche a porta de tua censura
Aproveite e feche os passos,
Aproveite e feche os sonhos
Aproveite e feche o passado
Aproveite e feche o presente
Aproveite e olhe o futuro

Aproveite e feche a fechadura de tudo...


Cristiano Cordeiro.
Sem Título, 2007



Queria dizer e não disse
Pois dizendo algo que não me lembro
Esqueci o que ia dizer
Voltemos ao princípio

Disse algo que não queria dizer
Algo, pois, que não me lembro dizendo
Ia dizer o que esqueci
Ao princípio voltemos


Sérgio Leandro Cordeiro.
Sem Título, 2oo7.



Abriu o tempo
Vastas complicações
Estrelas que minam o céu

Elucida, disperça
Idéia que salta
De um fluxo primevo
Do inconsciente

Soprei um sorriso
Por entre as encostas
De um pranto suplico

A flor tocou o chão
A chuva velou a secura das raízes
O sol amanheceu adormecido


Vinícius Cordeiro.
Sem Título, 2007.



Foi mais um dia desses que poderia ter sido o último
E que não deixo nada, para se recordar ou aprender
Não deixei nada para o mundo
E nem o mundo para mim
Se esse fosse o fim dos meus dias
Não se pareceria com o dia final
Nem com o inicio de algo,
Nem com o meio, nem com nada
Eita dia mal aproveitado!
Tive paz mais não gozei,
Tive voz e não cantei,
Tive vida e não vivi.


Sérgio Leandro Cordeiro.
Sem Título, 2007.



Caro caminho, insípido e vão
Por entrelinhas, historias e vidas
Notório amor divino e tão
Traços de meus amigos nas escritas lidas

Chamas, frestas, marotos momentos
Rasgados e poetas ao breu do luar
Desculpas, inefasto gesto de amor sem pensar
A pintura resiste em anos e tempos

Relembro por cores todas as nossas febres
Por ruas sem fim onde a solidão ausente anda
Amigos presentes por letras celebres
Meus amigos são tudo, paraíso de éden

E o que não puder contar por linhas
Pergunte aos meus amigos por idas e vindas

Onde nada percorre ou finda
E o partir sem explicação
São nossos risos derramados, nada em vão

Pois todos seremos enterrados em um só caixão

Letras pinturas poesia e coração


Rubens Gomes Cardoso.
Sem Título, 2007.

Moisés Pantolfi da Silva.
Auto-Retrato, 2006.

3 comentários:

Marcia Caimi disse...

Adorei as poesias do seu blog. Parabéns!

Carla Cristina - Rio de Janeiro/RJ disse...

Q coisa mais noia. Tu cherou oq?
bando de idiota, fica jogando o tempo, palavras... fora
Noia

A. Auschwitz / Heil "H" disse...

Dona Carla Cristina -> Nóia és a Senhoura tua avó, que cheira gente velha com sabão... Eu gosto do que este ser escreve...